Fontes ligadas à Polícia Federal confirmaram, na tarde desta terça-feira (27), que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos. A viagem teria ocorrido dois dias após a derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, segundo o texto original.

Inicialmente, o senador teria passado pela Argentina, país governado por Javier Milei, aliado político de Bolsonaro. No entanto, Milei teria negado que Flávio tenha solicitado asilo político ou recebido autorização para entrar no país.

A saída do senador teria sido identificada durante uma tentativa de cumprimento de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), expedida na segunda-feira (26). A decisão determinava a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro diante do risco de que ele deixasse o país. Os advogados do parlamentar também informaram à reportagem que não conseguiram localizá-lo em Brasília para cumprir a determinação judicial.

Uma pessoa próxima ao senador afirmou anteriormente que ele viajou para Miami, nos Estados Unidos, acompanhado da esposa e das duas filhas. Informações preliminares indicam que Flávio pretende pedir asilo político ao presidente norte-americano Donald Trump, que, segundo essas informações, já estaria ciente da viagem.

De acordo com a apuração, a saída do Brasil teria ocorrido durante a madrugada, com o apoio de um pequeno grupo de aliados. A movimentação teria provocado tensão entre integrantes do PL, já que parte dos aliados e dirigentes do partido não teria sido informada sobre os planos da viagem.

No início da tarde, o advogado mexicano Simón Levy, apontado como próximo de Donald Trump, afirmou que Flávio Bolsonaro já havia chegado aos Estados Unidos. Segundo ele, a operação teria sido organizada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Essa informação, porém, depende de confirmação independente.

Flávio Bolsonaro também é alvo de três investigações no STF. Entre os casos mencionados estão suspeitas de ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso e era dono do Banco Master, instituição que teve sua liquidação decretada, e com o advogado Willer Tomaz, amigo pessoal do senador.

Tomaz é citado em suspeitas relacionadas a uma conta bancária empresarial que, segundo as informações divulgadas, teria sido usada para lavagem de dinheiro. Flávio Bolsonaro teria sido apontado como usuário frequente dessa conta. As suspeitas mencionadas não equivalem, por si só, a uma condenação judicial.